Meu caro amigo e Bom Senhor de Betânia
Faço minha prece por teus filoteus. Não sejam eles filisteus, ou seja, quem foi chamado, por pura gratuidade a ser amigo, não seja do teu povo o inimigo.
Para ti, Filoteu eu pergunto: que significa ser inimigo do povo de Deus? Nada mais, nada menos que um agente de separação. Filisteu é aquele que separa as pessoas de Deus e Deus das pessoas. Afastar as pessoas de Deus. Quem foi chamado a ser luz, escurece; quem foi chamado a dar gosto, é insosso; quem foi chamado a guiar, desvia; quem foi chamado a dar a vida, mata; quem foi chamado a amar, odeia, despreza e engana; quem foi chamado a servir, explora e se serve; quem foi chamado a ser imagem de Deus que salva, torna-se imagem do espírito do mal que perde;
Um filoteu não pode ser um filisteu!
Um filoteu é um amigo do Amigo e por causa do Amigo ama construindo pontes, para ampliar fronteiras da amizade.
Um filisteu, por viver na sua ilha de egoísmo, se perde em sua asfixiante centralização. Por não amar na ótica transfiguradora da gratuidade, poupa-se e das pessoas, busca o que lhe serve ou o que lhe agrada. E depois..., as descarta!
Caro filoteu, lembra-te que a lei da gratuidade é uma lei exigente: desinstala, desaloja, mobiliza, e por isso fortalece.
Que o Senhor esteja contigo valente guerreiro, corajoso combatente. Se pegares as armas pobres e humildes que o Amigo Divino coloca em tuas mãos e se fores para a luta confiando Naquele que nos faz mais que vencedores, eu te asseguro a vitória sobre o filisteu arrogante que em ti habita.
Tu não deves esquecer das palavras do apóstolo: "Tudo concorre para o bem daqueles que amam a Deus" (Rm 8, 28). Encarrega-te, ocupa-te (sem preocupar-te) em amar o Amigo de Betânia. Amarás com aquilo que és, que podes e que tens e tudo, absolutamente tudo, ser-te-á de proveito e lucro.
Na alegria ou na tristeza, na saúde ou na doença, teu papel e tua razão de ser e de existir, caro filoteu, é amar e repeitar o Amigo. Tua vida será uma Betânia construída pelas desfigurações e transfigurações, conforme as disposições e permissões Daquele que ama. teu papel é acolher e responder. Estará em tu dedo anular da mão esquerda o anel da aliança da alma esposa Daquele que foi crucificado por amor e perenemente nos alegrou com sua feliz ressurreição! Toma consciência de tua felicidade, tu que és amigo de Deus na casa da amizade!
Abraço e bênção do teu, Pe. Marcos.
quinta-feira, 21 de agosto de 2008
segunda-feira, 11 de agosto de 2008
Disponíveis como argila
Caro filoteu de Betânia
+ PAZ!
Encontrei nos meus arquivos este material. Não sei de quem é, não é minha autoria, mas achei tão oportuno para quem deseja ser amigo do Amigo que pensei em ti. Achei tua cara, achei que é a tua vocação, tua felicidade. Resolvi partilhá-lo.
"O Senhor plasmou o homem e a mulher com o pó da terra".
Eu, naquele entardecer da criação, senti passos no jardim. Era Ele, o Senhor da criação. Acontece que, nesse entardecer, Ele parou, inclinando-se como um olhar carregado de amor. E, de repente, juntou-me do chão, a mim, pobre e pequeno punhado de terra, e ficou a me olhar pensativo... Remexeu-me longamente..., longamente..., com todo carinho.
E então, comeou a me amassar,. Primeiro tirou de mim uma porção de impurezas que o atrapalhavam: pedrinhas, pedrinhas, pacinhos de pau, ciscos. E eu fui ficando terra pura, do seu gosto. Fez ainda outras operações, que eu não compreendia, nem poderia compreender. Pode por acaso um vaso dizer ao Oleiro: eu entendo de disto mais que você?
Eu nada perguntei. Oferecia simplesmente o meu ser em disponibilidade de amor. Deixava-me trabalhar. Deixava que Ele me fizesse. Porque eu sabia que era obra sua e que Ele transformava com amor.
De fato, fui tomando forma. Uma forma à maneira sua, à sua imagem. Para que haveria eu de servir no futuro? Eu não o sabia. "Como a argila na mão do oleiro, assim estava eu em suas mãos". E eu fui me tornando obra de Deus. "E ele aplicava seu coração em aperfeiçoar-me, pondo cuidado vigilante em tornar-me belo e perfeito.
Depois veio uma etapa difícil, porque foi um forno superaquecido que ao barro veio dar força e consistência: É o calor e o valor de minha vida, que levam a bom termo a obra de suas mãos, ó Senhor Criador. A cada vaso muito querido, ela dá contornos de eternidade. Então comecei a olhar em torno a mim. E descobri outros vasos que suas mãos hábeis e cheias de amor haviam amassado e modelado artisticamente. Sem cansar-se dava ele mais outra mão àqueles que não haviam saído bem. Cada um tinha sua forma e sua cor, sem dúvida. Ele não faz produção em série. Cada vaso é único, conforme a sua destinação no mundo. Mas, do mais humilde ao mais rico, todos eram lindos, todos bem feitos. Ele nos tinha feito como ele bem queria...
"Pode porventura um vaso, perguntar ao oleiro: por que me fizeste assim?"
Querido Amigo e Senhor, Oleiro divino que tudo fazes com Amor, permite que se cumpra em mim a obra que começaste. Seja o meu projeto, o Teu projeto sobre mim. Amém!
Leia e reze com Jer 18, 1-6. Abraço e bênção.
+ PAZ!
Encontrei nos meus arquivos este material. Não sei de quem é, não é minha autoria, mas achei tão oportuno para quem deseja ser amigo do Amigo que pensei em ti. Achei tua cara, achei que é a tua vocação, tua felicidade. Resolvi partilhá-lo.
"O Senhor plasmou o homem e a mulher com o pó da terra".
Eu, naquele entardecer da criação, senti passos no jardim. Era Ele, o Senhor da criação. Acontece que, nesse entardecer, Ele parou, inclinando-se como um olhar carregado de amor. E, de repente, juntou-me do chão, a mim, pobre e pequeno punhado de terra, e ficou a me olhar pensativo... Remexeu-me longamente..., longamente..., com todo carinho.
E então, comeou a me amassar,. Primeiro tirou de mim uma porção de impurezas que o atrapalhavam: pedrinhas, pedrinhas, pacinhos de pau, ciscos. E eu fui ficando terra pura, do seu gosto. Fez ainda outras operações, que eu não compreendia, nem poderia compreender. Pode por acaso um vaso dizer ao Oleiro: eu entendo de disto mais que você?
Eu nada perguntei. Oferecia simplesmente o meu ser em disponibilidade de amor. Deixava-me trabalhar. Deixava que Ele me fizesse. Porque eu sabia que era obra sua e que Ele transformava com amor.
De fato, fui tomando forma. Uma forma à maneira sua, à sua imagem. Para que haveria eu de servir no futuro? Eu não o sabia. "Como a argila na mão do oleiro, assim estava eu em suas mãos". E eu fui me tornando obra de Deus. "E ele aplicava seu coração em aperfeiçoar-me, pondo cuidado vigilante em tornar-me belo e perfeito.
Depois veio uma etapa difícil, porque foi um forno superaquecido que ao barro veio dar força e consistência: É o calor e o valor de minha vida, que levam a bom termo a obra de suas mãos, ó Senhor Criador. A cada vaso muito querido, ela dá contornos de eternidade. Então comecei a olhar em torno a mim. E descobri outros vasos que suas mãos hábeis e cheias de amor haviam amassado e modelado artisticamente. Sem cansar-se dava ele mais outra mão àqueles que não haviam saído bem. Cada um tinha sua forma e sua cor, sem dúvida. Ele não faz produção em série. Cada vaso é único, conforme a sua destinação no mundo. Mas, do mais humilde ao mais rico, todos eram lindos, todos bem feitos. Ele nos tinha feito como ele bem queria...
"Pode porventura um vaso, perguntar ao oleiro: por que me fizeste assim?"
Querido Amigo e Senhor, Oleiro divino que tudo fazes com Amor, permite que se cumpra em mim a obra que começaste. Seja o meu projeto, o Teu projeto sobre mim. Amém!
Leia e reze com Jer 18, 1-6. Abraço e bênção.
sábado, 2 de agosto de 2008
Quem chega em Betânia....
Caro Filoteu
Quem chega em Betânia, recordará os passos de Jesus. Na escuta da Palavra de Deus, no silêncio do Sacrário nascem forças inusitadas, tremendamente liquidificantes para dinamizar o coração.
Forças capazes de envolver Maria no silêncio de uma escuta contemplativa e atenta, de lançar Marta numa fé vigorosa naquele que é Filho de Deus e por isso lançar-se no trabalho generoso, enfim de ressuscitar Lázaro e fazê-lo sair das sombras da morte.
Sim, caro amigo de Deus, Betânia é palco de ressurreições que tiram da sepultura das ilusões, vaidades, inseguranças pessoais aqueles que morreram e pensam de estar vivos. Daí se passa para uma vida nova, fraterna e solidária. Uma vida que encontra sua razão de ser na doação, uma existência que se expande na vitalidade do consumir-se para iluminar, construir, alicerçar, unir, aproximar.
Ser amigo de Deus na casa da amizade significa ser engenheiro do amor que constrói pontes e não engenheiro do egoísmo que constrói muros. Dá mais trabalho construir pontes: é mais dipendioso e caro. Mas, é o que aproxima, une, faz acontecer o milagre da comunhão; Construir muros significa levantar aquilo que separa, desune, afasta, rompe. É mais barato, é mais fácil; é só deixar o comodismo e o egoísmo tomar de conta.
Pensa bem, Filoteu. E toma com coragem a tua decisão. Se quiseres ser discípulo e amigo do Senhor da casa de Betânia tens uma necessidade visceral de fazer acontecer este construtor de pontes que está latente em você.
Um abraço e bênção.
Quem chega em Betânia, recordará os passos de Jesus. Na escuta da Palavra de Deus, no silêncio do Sacrário nascem forças inusitadas, tremendamente liquidificantes para dinamizar o coração.
Forças capazes de envolver Maria no silêncio de uma escuta contemplativa e atenta, de lançar Marta numa fé vigorosa naquele que é Filho de Deus e por isso lançar-se no trabalho generoso, enfim de ressuscitar Lázaro e fazê-lo sair das sombras da morte.
Sim, caro amigo de Deus, Betânia é palco de ressurreições que tiram da sepultura das ilusões, vaidades, inseguranças pessoais aqueles que morreram e pensam de estar vivos. Daí se passa para uma vida nova, fraterna e solidária. Uma vida que encontra sua razão de ser na doação, uma existência que se expande na vitalidade do consumir-se para iluminar, construir, alicerçar, unir, aproximar.
Ser amigo de Deus na casa da amizade significa ser engenheiro do amor que constrói pontes e não engenheiro do egoísmo que constrói muros. Dá mais trabalho construir pontes: é mais dipendioso e caro. Mas, é o que aproxima, une, faz acontecer o milagre da comunhão; Construir muros significa levantar aquilo que separa, desune, afasta, rompe. É mais barato, é mais fácil; é só deixar o comodismo e o egoísmo tomar de conta.
Pensa bem, Filoteu. E toma com coragem a tua decisão. Se quiseres ser discípulo e amigo do Senhor da casa de Betânia tens uma necessidade visceral de fazer acontecer este construtor de pontes que está latente em você.
Um abraço e bênção.
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quinta-feira, 31 de julho de 2008
Marta, a Senhora em Betânia.
Sabe Filoteu, estamos para encerrar o mês de julho e dia 29 celebramos Santa Marta. E tu sabes quem era essa personagem. Nos narra São João, o evangelista, que habitava em Betânia e lá Ele gostava de estar. Ali habitavam seus amigos. Eram eles, Marta, seu irmão Lázaro e sua irmã Maria. Marta significa "senhora". Interessante. Fiz uma associação. Senhor ou senhora, na compreensão de Jesus é aquele que se coloca a serviço, quem se predispõe a ficar no último lugar. Por acaso não foi isso que ela fez? Serviu! Doou-se até o fim e até às últimas consequências. Mas, ela recebeu um carão de Jesus porque reclamou de sua irmã que não a ajudava no serviço da casa por se agradar de ouvir o Mestre, estatalada no chão, boqueaberta, bestificada. Poxa, é bom entender bem, que se Jesus reclamou dela, não foi tanto porque ela estava trabalhando. Nosso Senhor mesmo trabalhou muito, suas jornadas eram estafantes e altamente cansativas. Ele se consumiu andando, pregando, curando, expulsando os demônios, atendendo as pessoas. Bem, não poderia reclamar de atividade das pessoas quem foi tão ativo e doado. A reclamação foi porque Marta se esbufelou de correr, se agitou e correu e de modo tal que perdeu o sentido da presença D'Ele na casa. Se ocupou tanto das obras do Senhor que se esqueceu do Senhor das obras. Cuida bem, Filoteu para não cair nesta esparrela. E a casa? e Betânia? Caspiterina! isso quer dizer muito. Esta casa é sobretudo o interior mais íntimo de cada um de nós, onde Ele quer visitar e depois habitar e viver. Quer realizar um pacto de amizade. Betânia quer dizer isso: casa da amizade. Porém, Filoteu, pode tirar o cavalinho da chuva. Não queiras vida folgada! Esta amizade é caminho de cruz, vida sacrificada, ofertada, como foi a vida D'Ele. Quanto mais Nosso Senhor quer uma pessoa, menos ele a poupa. Prepara-te para ser uma laranja espremida. Ser amigo de Nosso Senhor significa viver o que Ele viveu. Longe de ser um caminho de facilidades, podes crer, é caminho de felicidade, ou seja é só o tchekslovikibite, só o tchurinaits. Uma poeira sideral sem fim. Betânia é uma casa de felicidade por ser a casa da amizade. E quando o Amigo é Jesus....., bom, sem comentários adicionais. Um abraço e bênção!
Bem-vindo!
Ser um morador de Betânia significa um alguém que se dispõe a ser amigo, um ser cardíaco e cerebral, capaz de dar e receber na dinâmica de um amor que é construtor de pontes. Betânia é a casa da amizade e esta casa não é uma construção física, mas morada de dentro da alma. Ser morador de Betânia significa estar aberto a contemplar e servir Aquele que nos visita e conosco gosta de estar. Tanto contemplando, quanto servindo, o importante é não perdê-lo de vista. Afinal, prezado Filoteu, Ele é a razão de estarmos juntos, unidos, vivendo esta partilha que tenciona de ser um alegria de somar para multiplicar e não diminuir para separar. Ser morador de Betânia significa de deixar-se ressuscitar por Aquele Divino-Homem portador de uma Palavra forte, vitalizante, geradora de vida, destruidora da morte. Caro Filoteu de Betânia, que a Trindade faça acontecer o milagre luminoso e libertador de sermos um em nossas diferenças.
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